A pandemia e o cuidado com o colaborador: atuação do RH a distância

Entenda como o RH pode agir para auxiliar o capital humano nesse momento de incertezas.

Vivemos um tempo onde abraços apertados precisam ser substituídos por um outro tipo de união: a de laços invisíveis. Em meio à pandemia do coronavírus no Brasil, os profissionais de Recursos Humanos, cujo papel primário é estar próximo e cuidar das pessoas, questionam-se sobre como exercer seu papel nesse momento, onde um abraço ou um aperto de mãos pode ser uma arma que atira contra o cuidado para com o outro. Afinal, como cuidar das pessoas, se todos estão distantes, isolados em suas casas? Como estar próximo no período em que vivemos, onde a proximidade é sinônimo de insegurança?

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RH A DISTÂNCIA

O bom profissional de RH sabe que sua função é o alicerce para o desenvolvimento das pessoas e da própria organização, por meio do alinhamento de propósito e das práticas de gestão. É o elo entre a empresa e os colaboradores. Elo que, antes, era firmado no prédio comercial que a companhia ocupa, mas que, agora, precisa ser expandido e ir até a casa do colaborador.

Se, antes, o RH trazia o colaborador para a empresa, no tempo em que vivemos, sua nova função é levar a empresa até o lar do colaborador. É preciso compreender também que o trabalhador não está exercendo sua função em casa porque quer. De certa forma, todos estão “obrigados” — pelo bom senso e pela consciência de responsabilidade — a trabalhar de casa. Portanto, não é tão simples quanto parece. O estresse e a ansiedade surgem constante e fortemente nesse cenário, onde a escolha não é de ninguém, mas o compromisso é de todos. O fato de não saber até quando isso será necessário também não ajuda.

Neste cenário, onde os sentimentos que se sobressaem são os de angústia, insegurança e incertezas, a saúde mental do colaborador é prejudicada, juntamente com sua produtividade e com o papel primário dos RH – que, como já mencionado, é cuidar das pessoas. O RH pode enxergar essa situação de dois modos: como um obstáculo, que o prejudica e o impede de executar seu trabalho; ou como uma oportunidade de agora, mais do que nunca, poder mostrar que é capaz de exercer sua principal função.

O QUE FAZER?

Portanto, antes de tudo, ter empatia é fundamental – o que não deve ser difícil, uma vez que todos estão “no mesmo barco”. Todavia, é preciso se colocar no lugar de todos os colaboradores — que trabalham no administrativo, no comercial, na TI, no financeiro…. Pensar e refletir sobre as funções que eles exerciam na empresa e que precisam, agora, exercer em casa, para compreender e já estar pronto para resolver possíveis falhas nas funções devido ao home office.

E, falando em falhas, evite ao máximo as de comunicação. Elas devem aparecer, uma vez que não é mais possível se comunicar pessoalmente. Enviei e-mails, realize reuniões online, faça contato por telefone. Tudo para manter o colaborador atualizado do que está acontecendo na empresa, diariamente. Além disso, também atualize os colaboradores sobre a pandemia do coronavírus. Não para causar pânico, mas para diminuí-lo. Mostrar que a empresa está ciente da situação e bem informada passa um sentimento de segurança ao colaborador, tão necessário nesse momento.

Juntamente com as atualizações, envie também dicas para cuidar da higienização. Não somente das mãos, mas também da casa ou do apartamento, retomando a primeira dica, de ter empatia para se colocar no lugar do colaborador: onde eles estão? Do que eles precisam? Como ajudá-los?

E, falando em ajuda: estabeleça a escala de trabalho e deixe claro os horários que cada colaborador deve estar disponível para a empresa, mesmo estando em casa. Isso é bom para a companhia, mas, principalmente, para o colaborador. Nada é menos saudável do que não saber quando é tempo de ser produtivo no trabalho e quando é tempo livre para descanso.

Incentive as chamadas de vídeo: para diminuir as falhas de comunicação, para realizar reuniões, para definir o que precisa ser realizado, mas, também, para reforçar e não deixar estreitar o relacionamento entre todos os colegas. Uma das partes mais difíceis do isolamento é ficar longe de todos: amigos, família e, também, colegas de trabalho. Aproveite a existência da tecnologia e as artimanhas que ela possibilita para amenizar a distância.

Siga investindo no colaborador. Outra possibilidade trazida pela tecnologia são os cursos e as capacitações online. Ofertá-las aos colaboradores, mesmo em tempos difíceis em que vivemos, auxilia a agregar conhecimento, a aumentar a produtividade da companhia e a lembrar o colaborador de que ele é importante para a empresa e merece esse investimento. Os cursos e capacitações online, sendo investimentos a longo prazo, ajudam a lembrar que tudo isso vai passar.

Continue ouvindo o colaborador, mesmo de longe. Peça opiniões, pergunte como está, se precisa de algo. Lembre-se que o RH é a ponte entre o colaborador e a empresa, portanto, tente ao máximo estar presente, mesmo longe.

Homenageie, aprecie e reconheça o papel de cada um dos colaboradores, que continuam trabalhando dos seus lares, em meio a um cenário de instabilidade. Sempre é importante construir críticas, sem deixar de lado os elogios. Todavia, agora, mais do que nunca, é o momento dos elogios e dos reconhecimentos. Todos precisam ser lembrados da importância que têm para a empresa e, também, para o bem comum, ao permanecer trabalhando em casa.

CUIDE DE VOCÊ, RH!

Contudo, antes de seguir todas essas dicas e antes de tentar cuidar das outras pessoas, cuide de você. Seja gentil consigo mesmo. O estresse e as sensações associadas com esse cenário trazido pela pandemia não significam que você não seja capaz de fazer o seu trabalho. O gerenciamento da sua saúde mental é fundamental para o seu bem-estar e para o bem-estar de todos que você está tentando ajudar.

Um desafio e tanto para o setor da empresa que possui um papel estratégico e que é o responsável por dar sustentação aos planos e ideais da companhia na gestão do seu principal recurso: as pessoas. O verbo “cuidar” nos remete a vigiar de perto. Cabe ao RH e a todos ressignificar essa palavra e, em meio ao isolamento, criar a sensação de união.

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