Tudo que você precisa saber para medir os indicadores de RH
Metadados

Tudo que você precisa saber para medir os indicadores de RH

Não basta apenas calcular várias métricas. É preciso saber interpretá-las. Confira!

Integrantes de uma estratégia de empresas bem-sucedida, os Indicadores de RH, também conhecidos como Key Performance Indicator (KPIs), são instrumentos de gestão de pessoas que proporcionam uma visão mais clara e ações mais sólidas ao departamento pessoal.

Por meio dos indicadores de RH, é possível realizar um acompanhamento efetivo da situação da empresa, planejar correções das falhas e fazer prognósticos. Mas, não basta apenas calcular várias métricas. É preciso saber interpretá-las.

Por isso, neste artigo produzido pela Metadados – empresa especializada em sistemas para a gestão de RH, inclusive de indicadores- vamos conhecer detalhadamente cada recurso a fim de saber como aplicá-los no dia a dia da corporação. Confira!

Os indicadores de RH

O setor de RH de uma empresa tem, entre outras importantes funções, o papel de levantar os dados que indicam alguns parâmetros da organização, com o objetivo de mensurá-los e melhorá-los.

Contudo, é possível dizer que os indicadores não mostram as causas dos problemas, apenas evidenciam os fatos. Assim, o setor de RH é fundamental para coletar os dados e interpretar essas informações.

Dentre os indicadores fundamentais do RH, podemos classificá-los como: Indicadores de riscos trabalhistas, indicadores de resultados financeiros, indicadores de gestão e indicadores de engajamento.

1. Indicadores de Riscos Trabalhistas

São fundamentais para avaliar as condições de trabalho, a qualidade de vida e a responsabilidade social da corporação. Classificam-se como indicadores de riscos trabalhistas:

  • Jornada de trabalho: A legislação trabalhista determina várias regras com o intuito de manter a saúde e a integridade dos profissionais. Em uma empresa, toda irregularidade deve ser erradicada. O descumprimento das normas sujeita a empresa a processos judiciais, autuações trabalhistas e pode ocasionar problemas no bem-estar da equipe. São irregularidades: trabalhar por mais de 6 horas consecutivas sem intervalo, mais de 10 horas trabalhadas no dia, menos de 11 horas interjornada ou menos de 1 hora de intervalo de refeição;
  • Cota de menor aprendiz: Outra definição da lei é que toda empresa de médio a grande porte precisa ter uma cota mínima (de 5% a 15%) de menores aprendizes ­- adolescentes e adultos na faixa etária entre 14 e 24 anos. Ter a cota de aprendizes é um bom indicador. Com os menores aprendizes, é possível preparar futuros profissionais para efetivá-los. O não cumprimento pode ocasionar penalidades.
  • Cota de Pessoas com Deficiência (PCDs): O percentual para PCDs na empresa varia de 2% a 5%, conforme a quantidade total de colaboradores. Ter PCDs na corporação é um indicador positivo, pois o colaborador possibilita aos colegas a aprender a lidar com diferenças. O não cumprimento das cotas põe a empresa em situação de risco trabalhista.
  • Acidentes de Trabalho: Quando uma empresa avalia os indicadores de trabalho, como acidentes, possibilita desenvolver medidas de prevenção e, consequente qualidade de vida aos profissionais. Os resultados elevados desse indicador é um alerta de que a área precisa de mais atenção.
  • Reclamações Trabalhistas: Esse indicador revela as falhas da gestão e os conflitos organizacionais da empresa. As reclamações trabalhistas evidenciam os pontos negativos que devem ser melhorados o quanto antes, evitando multas e ações trabalhistas.

2. Indicadores de Resultados Financeiros

São fundamentais para avaliar as condições econômica e financeira da empresa. Com eles, é possível perceber se as ações aplicadas estão sendo positivas. São eles:

  • Produtividade: Os indicadores de produtividade variam de acordo com o tipo de negócio, por isso, devem ser comparados dentro do mesmo segmento. Mas, para todos eles, a produtividade revela o quanto a organização consegue produzir de receita por colaborador em um determinado período de tempo.
  • Custo de pessoal sobre a receita bruta: O objetivo deste indicador é entender o quanto os custos com profissionais são representativos em relação ao faturamento da empresa, isto é, ele nos dá um panorama do peso que os custos com os colaboradores têm sobre o total que ela recebe.
  • Horas extras: O indicador de horas extras é a razão entre a quantidade de horas extras e o total de horas trabalhadas. Ele calcula esse parâmetro porque as horas extras podem ser muito caras para a empresa.
  • Rescisões: Ao romper com um contrato de trabalho, a empresa precisa pagar os direitos do seu colaborador, tais como o aviso prévio, a multa sobre o FGTS, salário, férias, 13º, entre outros. No final, essas rescisões causam grandes impactos financeiros à corporação. Por isso, é tão importante avaliar esses custos demissionais.
  • Custo das horas improdutivas: Se encaixam neste indicador, os direitos remunerados em caso de licença paternidade, maternidade, por óbito, casamento, consultas médicas, férias, entre outros. Nesse sentido, a empresa precisa apurar o total de horas improdutivas e sua equipe e as motivações para que as elas não sejam maiores que as horas produtivas.
  • Adicional Noturno: O adicional noturno é pago ao colaborador urbano que trabalha entre às 22h e às 5h, exceto quando houver acordo sindical. A eles, são concedidos 20% de acréscimo sobre o valor da hora diurna. A hora noturna equivale a 52 minutos e 30 segundos. Para a empresa é fundamental avaliar se manter o funcionário à noite é compensatório.
  • Insalubridade e periculosidade: Os adicionais de insalubridade variam de 10% a 40% sobre o salário base, e o de periculosidade vale 30% do pagamento mínimo padrão. Nesse indicador também é necessário avaliar o impacto do trabalho nessas condições.
  • Benefícios: Esse indicador integra a política estratégica da empresa. É um investimento importante e, caso ele não esteja gerando retorno, é necessário analisar a proposta de implementar benefícios flexíveis na corporação.
  • Saúde ocupacional: Além de ser um investimento da empresa, a saúde ocupacional é uma obrigação. Os exames admissionais, periódicos e demissionais envolvem vários custos, por isso, esse indicador se caracteriza como fundamental.
  • Treinamento e capacitação: Os treinamentos são investimentos para a empresa, que fortalecem o desenvolvimento dos seus colaboradores e maximizam a qualidade do trabalho. Podemos citar como exemplos o ROI sobre Treinamento, o custo do treinamento por colaborador e as horas de treinamento por pessoa.

3. Indicadores de gestão

Estes indicadores têm a função de avaliar o gerenciamento da empresa, analisando dados como alta rotatividade, elevado absenteísmo, entre outros, que podem indicar falhas da direção. Confira todos os indicadores de gestão:

  • Rotatividade ou turnover: Este indicador se refere ao número de entradas e saídas de colaboradores. Eles podem dar muitos indicativos, principalmente sobre a atratividade da empresa e do recrutamento e seleção. É importante avaliar esse parâmetro porque realizar demissões e contratações é bem mais caro do que manter o talento na organização.
  • Absenteísmo: Este indicador registra a ausência do profissional no trabalho. Ele é capaz de indicar o percentual de faltas em relação ao total de horas em que o profissional deveria estar em exercício.
  • Taxa de desligamento: Este indicador mede as rescisões dos profissionais de uma empresa. Ele pode ser desmembrado em várias subcategorias de acordo com os motivos das saídas, que podem ser abandonos, demissões e justa causa.
  • Dados Sociais: Os dados sociais nos mostram o perfil dos profissionais da empresa. O indicador pode medir as diferenças de gêneros, a forma de atuação dos colaboradores com mais ou menos tempo de casa, o grau de instrução, entre outros. Além disso, ter conhecimento dos dados sociais é muito importante porque impacta diretamente nos seguros de vida e de saúde da empresa.

4. Indicadores de engajamento

Um pouco diferentes dos demais indicadores, o indicador para engajamentos transforma opiniões particulares em medidas objetivas. Existem várias formas para se fazer esse tipo de pesquisa. Vamos citar duas. Confira:

  • Indicador de satisfação: Existem várias formas saber o grau de contentamento da equipe em uma empresa. É possível selecionar áreas estratégicas e fazer pesquisa de opinião, por exemplo. Os dados irão revelar as opiniões dos colaboradores e a empresa poderá agir para melhorar os pontos fracos.
  • Engajamento: O engajamento é o envolvimento emocional do colaborador com a empresa. Um colaborador engajado é mais empenhado, otimista e mais produtivo. Nesse caso, a pesquisa de opinião também pode ser uma ferramenta de medição. A partir dos resultados, o RH poderá ter uma visão do clima organizacional e do engajamento.

E então, percebeu como os medir os indicadores é tão importante para a empresa? Mas o mais interessante é que todos eles podem ser mensurados por meio do software da Metadados, pensado e desenvolvido exclusivamente para isso. Quer conhecê-lo e potencializar o crescimento da sua corporação? Acesse aqui!

Agora que você sabe tudo sobre indicadores de RH, que tal descobrir se você é capaz de medi-los de forma ágil e 100% confiável? Confira no Quiz.