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4 dicas de como controlar diferentes escalas de trabalho em hospitais

A jornada de trabalho de todo profissional possui regras e legislação.

Hospitais não param. Trabalham 24 horas por dia, sete dias por semana. E, para isso, o número de profissionais para atender a demanda é elevado. Hospitais têm uma média alta de colaboradores, considerando estabelecimentos com porte médio a grande.  Ou seja, são muitos profissionais envolvidos e todos eles precisam cumprir suas escalas de trabalho para que nenhuma área fique desatendida.

Neste sentido, construir uma escala de trabalho para tantos colaboradores, setores e unidades é um trabalho árduo e complexo, afinal de contas, é comum que no dia a dia ocorram faltas ou que alguém fique impossibilitado de comparecer ao trabalho. Quando isso acontece, é preciso ter um controle das escalas para poder remanejar profissionais.

Se a gestão do hospital não tiver uma administração eficiente das diferentes escalas de trabalho, provavelmente não encontrará uma alternativa rápida e acabará sobrecarregando outros profissionais ou deixando setores sem determinado especialista.

Para que isso não ocorra, é preciso que a gestão hospitalar esteja ciente das suas escalas, do que a legislação permite – ainda mais com a Reforma Trabalhista – bem como do cumprimento dos horários estabelecidos e indicadores em tempo real.

Você é gestor de RH ou faz parte de uma equipe de RH e controlar as diferentes escalas de trabalho é um problema? Então este artigo, produzido pela Metadados, é para você! Entenda o que a lei permite, como ter dados em tempo real e ainda sincronizar e averiguar os horários de forma eficiente. Confira!

Escalas de trabalho

 A jornada de trabalho de todo profissional possui regras e legislação. Tudo isso é acertado no contrato de trabalho, firmado entre empregador e empregado no início das atividades. Assim, para que a empresa possa adotar uma escala de trabalho com revezamento, é preciso conhecer essas regras, seus impactos, a legislação e qual o perfil da corporação que pode aplicar cada tipo de escala.

Escalas de trabalho podem ser definidas como uma organização da jornada de trabalho dos profissionais de uma empresa, a fim de que ela se torne mais produtiva. Por isso, as escalas variam de acordo com as necessidades e determinações de cada sindicato relacionado.

Além disso, o artigo 67 da CLT afirma que é assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 horas consecutivas, o que, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte. Ou seja, a empresa precisa estar autorizada para trabalhar no domingo, como é o caso dos hospitais e diversas áreas da saúde. Mas, para isso, deverá adotar uma escala de trabalho com revezamento.

Há também outro detalhe muito importante que permeia as escalas de trabalho: mulheres possuem tratamento diferenciado no que tange os descansos aos domingos. Isto é, quando ela estiver inclusa em uma escala de revezamento, seu descanso deverá ser quinzenalmente, de acordo com o artigo 386 da CLT.

Existem algumas escalas de trabalho. Vamos conhecer as mais comuns?

Escala de trabalho 12×36

Este tipo de escala é uma jornada especial utilizada em alguns serviços onde o plantão deve ser ininterrupto, como nos casos dos hospitais. Ela consiste em uma escala onde 12 horas serão de trabalho e 36 horas de descanso. É comum ouvirmos dizer que os profissionais nesta escala “trabalham durante um dia e folgam no outro”.

Anteriormente à Reforma Trabalhista, a escala 12×36 não havia previsão legal. Agora, é permitido, desde que haja Acordo ou Convenção Coletiva.

Como frisamos, esta escala de trabalho é muito comum em hospitais, já que é possível ter uma sincronia do posto de trabalho mais controlável. Os horários mais comuns dessa escala é das 7h às 19h e das 19h às 7h. Contudo, é importante lembrar dos intervalos intra e interjornada, que devem ser respeitados

Escala de trabalho 5×1

Outro tipo de escala de trabalho é a 5×1. Neste caso, a cada 5 dias trabalhados, haverá uma folga. Assim, o trabalho será realizado por 6 dias na semana. Atenção! A jornada de trabalho não deverá ultrapassar 7 horas e 20 minutos e, além disso, a folga será em um domingo a cada sete semanas.

Neste tipo de escala é interessante ter um colaborador “folguista”, tendo em vista a redução de horas extras e um possível processo por acúmulo de função.

Escala de trabalho 5×2

Nesta escala, a cada 5 dias trabalhados, o profissional terá 2 dias de folga, consecutivos ou não. Desta forma, a jornada semanal de 44 horas será distribuída em 5 dias da semana, com cerca de 8h48min diários.

A escala 5×2 também é amparada pela lei. Assim, não há sobrejornada. Mas, o trabalho prestado em domingos e feriados e não compensados, devem ser pagos em dobro, sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal.

Escala de trabalho 6×1

Esta escala determina, basicamente, que o profissional deverá trabalhar 6 dias consecutivos para um dia de descanso. Qualquer variação na escala é permitida, desde que por meio de Convenção ou Acordo Coletivo.

Aos profissionais que trabalharem aos finais de semana, deverá haver uma folga no domingo a cada sete semanas, no máximo. Já para as mulheres, conforme citamos acima, a folga deverá ser a cada 15 dias, no domingo.

Como controlar essas variáveis?

 Se você é gestor da área deve estar se perguntando como o RH consegue realizar os processos com assertividade, não é mesmo? Mas calma! A tecnologia já permite que esses controles sejam confiáveis e avaliados em tempo real. Aliás, a tecnologia mudou também a realidade de outros 5 problemas da gestão hospitalar. Confira como!

Veja 4 dicas de como implantar essa gestão eficiente na sua empresa e/ou na sua gestão hospitalar:

  1. Automatize os processos do RH

Automatizar os processos. Este é o primeiro passo para ter o controle efetivo das mais variadas escalas de trabalho em qualquer ambiente de trabalho. Com os processos manuais, a possibilidade de erros e retrabalho é muito grande. Já com um sistema que centralize as informações, todos os dados são automaticamente registrados, ausentando a necessidade do profissional de RH de checá-los ou transcrevê-los.

Ou seja, além de garantir total controle dos registros e do andamento dos processos, a automatização gera economia de tempo, possibilitando que os profissionais possam planejar e executar ações estratégias.

  1. Tenha os dados em tempo real

As tomadas de decisões devem ser feitas a partir de dados atuais, isto é, baseadas em informações oriundas dos registros da empresa. Com os dados em tempo real, o gestor tem mais chances de acertar nas suas escolhas. Um exemplo disso são os indicadores de RH, que revelam se as escalas estão sendo cumpridas, onde há a necessidade de interferência e o momento exato para agir.

Assim, é possível qualificar a gestão hospitalar, pontuando casos específicos e visualizando o todo. Já existem no mercado ferramentas que apresentam os dados, inclusive na versão mobile e, com valores muito acessíveis.

  1. Controlar a frequência e irregularidades do ponto

O registro do ponto é uma obrigatoriedade de responsabilidade do empregador. E, com diversas escalas, o ponto/frequência requer o registro de cada uma destas escalas, de acordo com as regras da instituição, correlacionando os profissionais.

Ter esse controle, de forma 100% confiável, garante a diminuição de passivos trabalhistas e maior assertividade nos demais processos. É importante ressaltar que a frequência não é uma gestão de banco de horas, apenas de frequência. Por isso, além de registrar os dados, é preciso que a empresa possua a gestão do banco de horas por meio de um sistema integrado.

  1. eSocial

O eSocial, que é obrigatório para todas as empresas, inclusive para hospitais, traz maior rigorosidade ao controle da jornada de trabalho. Diferentemente das demais dicas, esta é focada em consequências, pois como sabemos todas as informações da empresa deverão ser enviadas ao eSocial e as inconsistências poderão ser causas de auditorias, o que nenhuma empresa considera confortável, não é mesmo?

Por isso, a dica é: controle todos os processos do RH, inclusive as escalas de trabalho de acordo com as orientações acima. Só assim, a empresa terá segurança de estar cumprindo com a legislação e não ser impactada negativamente com o eSocial.

E então, identificou os processos que precisam ser melhorados na sua empresa para tornar a escala de trabalho mais prática? Conheça também 5 problemas da gestão hospitalar que já têm solução. Saiba como utilizá-los a seu favor!

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